

Xadrez
O primeiro campeonato mundial ocorreu em 1886, quando os dois principais enxadristas da época, Wilhelm Steinitz e Johannes Zukertort, enfrentaram-se. De 1886 a 1946, o campeonato não era organizado por uma entidade, o próprio campeão escolhia o adversário e organizava o desafio. De 1948 a 1993, a organização do campeonato foi feita pela FIDE, a Federação Internacional de xadrez. Em 1993, o então campeão Garry Kasparov rompeu com a FIDE e criou a PCA, dando início a um campeonato paralelo. Esta situação durou até 2006, quando o título foi reunificado. Ainda em 2006, as duas entidades de xadrez foram unificadas. Para saber quem seria o novo campeão, a FIDE promoveu um match entre o campeão da FIDE (Veselin Topalov) e o da PCA (Vladimir Kramnik), com Kramnik sagrando-se campeão. No ano de 2007, Viswanathan Anand venceu Kramnik. Em novembro de 2013, Anand perdeu o título para o jovem Norueguês Magnus Carlsen, na época, o primeiro do ranking, com um rating Elo de 2870.

Magnus Carlsen, 2013 ~
Sven Magnus Øen Carlsen (Tønsberg, 30 de novembro de 1990) é um grande mestre de xadrez norueguês, campeão mundial de xadrez clássico desde 2013,[1] foi campeão mundial de xadrez rápido em 2014, 2015 e 2019 e campeão mundial de xadrez blitz nos anos de 2009, 2014, 2017, 2018 e 2019.[2] Em maio de 2014, alcançou o seu rating (método estatístico utilizado para se calcular a força relativa entre jogadores de xadrez) máximo de 2882, o maior da história até o momento.[3]
Em 1 de janeiro de 2010, com 19 anos e 32 dias de idade, Carlsen tornou-se a pessoa mais jovem a assumir o topo do ranking mundial.[4]
Em novembro de 2021 começou a disputar novamente o título mundial, com o pretendente Ian Nepomniachtchi.[5]
Viswanathan Anand, 2007–2013
Viswanathan Anand, também conhecido como Vishy Anand (Chenai, 11 de dezembro de 1969), é um Grande Mestre indiano. Na Índia, Viswanathan Anand é uma celebridade dos esportes.
Anand apareceu nos maiores escalões do xadrez no início da década de 1990, ganhando torneios de prestígio como o Reggio Emilla em 1991 (à frente de Garry Kasparov e Anatoly Karpov, que estavam em grande forma). Apesar de jogar em tão alto nível, não abrandou, continuando a jogar na velocidade blitz.
Entre os seus sucessos mais recentes em torneios contam-se a vitória em Dortmund em 2004, bem como as vitórias em 2003 e 2004 no prestigiado Torneio Corus, realizado na cidade holandesa de Wijk aan Zee.
Anand tem estado no top-cinco do ranking já há uma década, sendo a maior parte desse tempo passado no top-três. Anand é o jogador não russo mais forte desde Bobby Fischer. Como Fischer, também Anand ganhou por três vezes o Chess Oscar (literalmente, Oscar do xadrez, um importante prémio que distingue anualmente um jogador de xadrez encarado como superior aos outros no ano), nos anos de 1997, 1998 e 2003.


Vladimir Kramnik, 2000 ~ 2007
Vladimir Borisovich Kramnik, em russo Владимир Борисович Крамник, transliteração Vladimir Borisovič Kramnik (Tuapse, 25 de junho de 1975) é um Grande Mestre Internacional de Xadrez[1] e ex-Campeão Mundial de Xadrez, tendo unificado os títulos Clássico e da FIDE[2] em 2006. Kramnik se aposentou do xadrez profissional em janeiro de 2019 aos 43 anos após o Tata Steel Masters 2019.[3]
Kramnik aprendeu os conceitos mais básicos do xadrez aos 5 anos de idade, sendo treinado por um tempo pelo pai, Zeshkovsky. Kramnik conseguiu seu título de mestre internacional quando tinha apenas 11 anos, e conseguiu seu primeiro grande título na carreira em 1995.
Em 1992 foi apontado por Garry Kasparov, campeão mundial na época e que reconhecia a habilidade de Kramnik, como um possível aspirante ao título do mundo, para integrar a equipe russa nas Olimpíadas de Xadrez de Manila. Vladimir conseguiu 8,5 dos 9 pontos possíveis e conquistou o título de Grande Mestre Internacional de Xadrez.


Anatoly Karpov, 1975 ~ 1984, 1993 ~ 1998
Anatoly Evienvich Karpov (em russo: Анато́лий Евге́ньевич Ка́рпов; (Zlatoust, 23 de maio de 1951) é um grande mestre de xadrez russo. Foi campeão mundial de xadrez de 1975 a 1985 e de 1993 a 1999, totalizando 16 anos com o título mundial e tornando-se o campeão mundial que mais partidas realizou em disputa direta pelo título ou em sua defesa.
Em 1988, Karpov foi campeão mundial de "xadrez ativo", modalidade que a FIDE passou a chamar de xadrez rápido.[1]
Sagrou-se campeão mundial juvenil em 1969 e obteve o título de Grande Mestre em 1970. Ao vencer o Torneio Interzonal de Leningrado (1973), qualificou-se para disputar, no ano seguinte, o Torneio de Candidatos, que consistia em uma série de matches eliminatórios cujo vencedor apontaria o desafiante ao título mundial. Karpov derrotou, sucessivamente, a Lev Polugaevsky, Boris Spassky e Viktor Korchnoi, obtendo assim o direito a um match pela coroa suprema contra o então campeão, o estado-unidense Bobby Fischer.
Fischer, todavia, desistiu de disputar a final, pois não concordava que o match tivesse um número determinado de jogos. A proposta de Bobby Fischer era de que se sagrasse campeão quem obtivesse primeiro nove vitórias, sem limite de número de jogos. Diante da desistência do campeão, o presidente da FIDE (Federação Internacional de Xadrez) à época, o ex-campeão mundial Max Euwe, proclamou Karpov campeão. Karpov tornou-se, assim, campeão mundial de xadrez sem a necessidade de disputar um match.
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Bob Fisher, 1972 ~ 1974
Robert James "Bobby" Fischer (Chicago, 9 de março de 1943 – Reykjavík, 17 de janeiro de 2008) foi um grande mestre de xadrez americano e décimo quarto campeão mundial de xadrez. Em 1972, venceu o Campeonato Mundial de Xadrez ao derrotar o soviético Boris Spassky em uma partida disputada em Reykjavík, Islândia, considerada um confronto símbolo da Guerra Fria, que atraiu um interesse midiático maior que qualquer outra partida de xadrez já disputada. Em 1975, Fischer recusou-se a defender seu título ao não chegar a um acordo com a Federação Internacional de Xadrez (FIDE) em relação ao modelo de disputa da partida. A desistência tornou Anatoly Karpov campeão do Torneio de Candidatos de 1974, o novo campeão mundial.
Fischer demonstrava uma habilidade natural para o xadrez desde cedo. Aos 13 anos, venceu a chamada "Partida do Século" contra Donald Byrne. Começando em 1957, aos 14 anos, participou de oito Campeonatos de Xadrez dos Estados Unidos, vencendo todos com pelo menos 1 ponto de vantagem sobre seus oponentes. Aos 15, Fischer tornou-se o grande mestre de xadrez mais novo da história até então e o candidato mais novo ao campeonato mundial. A Partida do Século (ou Jogo do Século) é um termo que os fãs do enxadrismo usam para denominar uma famosa partida disputada entre Donald Byrne e o jovem Robert James Fischer (na época com apenas 13 anos), onde Fischer demonstra com brilhantismo como se ataca no xadrez, por meio de um método vigoroso com direito a interessantes sacrifícios e a sequências de jogadas semelhantes ao pêndulo (quando uma série de cheques descobertos e diretos feitos por duas peças, em geral uma sendo um bispo, mutila uma boa parte do exército adversário).

A partida
Evento "Rosenwald Memorial"
Data "17.10.1956"
Round "8"
Resultado "0-1"
Brancas "D. Byrne"
Pretas "R. Ficher"
Abertura: Abertura Inglesa: Defesa Anglo-Indiana. Formação Índia do Rei, ECO "D97"
1. Cf3 Cf6
-
Comentários de Robert Wade (traduzidos do inglês).
2. c4 g6 3. Cc3 Bg7 4. d4 O-O 5. Bf4 d5 6. Db3 dxc4
7. Dxc4 c6 8. e4 Cbd7 9. Td1 Cb6 10. Dc5 Bg4
11. Bg5
-
11. Be2 seguido de 12. O-O seria mais prudente por parte das brancas.
11. .. Ca4
12. Da3
-
Com 12. Cxa4 Cxe4 as brancas enfrentariam sérios problemas.
12. ... Nxc3
-
À primeira vista, muitos podem pensar que este movimento só ajuda as brancas a criarem um centro de peões mais forte; porém, o plano de Fischer é bem o oposto. Ao eliminar o cavalo na c3, se torna possível fazer um sacrífio de troca via Cxe4 e esmagar o centro de peões brancos enquanto o rei continua preso no centro.
13. bxc3 Cxe4
-
A continuação natural do plano das pretas.
14. Bxe7 Db6 15. Bc4 Cxc3 16. Bc5 Tfe8+
17. Rf1 Be6!!
-
Se este foi o jogo do século, então Be6 foi o lance do século. Fischer troca sua rainha pela chance de atacar com suas peças menores. Negar a oferta de dama não é tão simples: 18. Bxe6 leva a um Mate de Philidor (mate sufocado) com 18. Db5+ 19. Rg1 Ce2+ 20. Rf1 Cg3+ 21. Rg1 Df1+ 22. Txf1 Ce2#. Outras formas de negar a captura da dama também deixam as brancas em perigo, como, por exemplo: 18. Dxc3 Dxc5.
18. Bxb6 Bxc4+ 19. Rg1 Ce2+
20. Rf1 Cxd4+
-
Este golpe tático, onde o rei toma vários cheques descobertos em seguida, é por vezes chamado de pêndulo, ou, ainda, moinho de vento.
21.Rg1 Ce2+ 22.Rf1 Cc3+ 23.Rg1 axb6 24.Db4 Ta4 25.Dxb6 Cxd1
26. h3 Txa2 27.Rh2 Cxf2 28.Te1 Txe1 29.Dd8+ Bf8 30.Cxe1 Bd5 31.Cf3 Ce4
32.Db8 b5
-
Todas as peças (inclusive peões) das pretas estão defendidas; a rainha branca não tem nada a fazer.
33.h4 h5 34.Ce5 Rg7 35.Rg1 Bc5+
36.Rf1 Cg3+
-
Agora Byrne já está preso na teia mortal de Fischer. O resto é apenas a continuação lógica do jogo.
37.Re1 Bb4+ 38.Rd1 Bb3+ 39.Rc1 Ce2+ 40.Rb1 Cc3+ 41.Rc1 Tc2# 0-1
Campeões Mundiais
Periodo
1886–1893
1894–1920
1921–1926
1927–1934
1935–1936
1937–1946
1948–1956
1957–1958
1958–1959
1960–1961
1961–1962
1963–1968
1969–1971
1972–1974
1975–1984
1985–1992
1993–1998
1999–2000
2000–2001
2002–2003
2004–2005
2005–2006
1993–2000
2000–2006
2006–2007
2007–2013
2013–Atual
Campeão
Vice

